O acesso à educação verdadeiramente inclusiva no Acre.
O Acre aplicando a Tecnologia Assistiva
Em 2010 no Acre, possuíamos cerca de 5,3 mil estudantes portadores de algum tipo de deficiência, buscando atender essa demanda, o governo do Estado implementou um sistema que possibilitou o atendimento desses alunos pela rede publica, oferecendo 256 salas de recursos em todos os 22 municípios.
A educação especial no Acre alia atendimento especializado domiciliar com a inserção de alunos especiais no ensino regular, em que o respeito e a tolerância com o diferente são princípios básicos dessa formação. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, a Política Estadual de Educação Especial, tem como objetivo o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de ensino para promover respostas às necessidades educacionais específicas e inerentes a cada pessoa.
Na gestão do governador Binho Marques foi inaugurado o Núcleo de Apoio Pedagógico Dom Bosco. Que fundiu a antiga escola Dom Bosco, já existente desde a década de 70. Foi adequada as novas tecnologias proposta pelo Núcleo de Tecnologia Assistiva, passado a integrar o atendimento especializado à pessoa portadora de necessidades especiais. Com Centro de Apoio de Surdos, Centro de Apoio Pedagógico para Deficientes Visuais, e Núcleo de Atividades de Altas Habilidades e Superdotação.
O Núcleo de Apoio Pedagógico Dom Bosco conta com uma equipe multiprofissional formada por professores, fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Além disso, funciona como um núcleo de formação continuada dos professores e demais profissionais da educação, bem como de apoio às famílias dos alunos portadores de deficiência.
O espaço físico do núcleo conta com os seguintes ambientes: secretaria geral, coordenação, núcleo de capacitação, núcleo de apoio à família, coordenação pedagógica, sala dos professores, coordenação clínica, duas salas de terapeuta ocupacional, sala de fisioterapia, duas salas para fisioterapeuta, três salas para fonoaudiólogo, duas salas para psicólogo, 14 salas de estimulação especial, duas salas de material pedagógico, almoxarifado, banheiro e refeitório.
Há muito o que ser feito ainda no Estado do Acre para atender a demanda crescente, evidente que não possuímos todos os recursos já disponíveis para esse publico, mas já possuímos profissionais habilitados para executar atividades com eles. Carecemos de investimentos constantes, mas acreditamos que a conquista do espaço físico foi um avanço. O comprometimento dos profissionais envolvidos em constante atualização demonstra a vontade de crescemos e potencializarmos cada vez mais o desenvolvimento do Ensino inclusivo. Com o Maximo de produtos tecnológicos de ponta.
Vale ressaltar o conceito A Tecnologia Assistiva - TA é um termo utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida independente e inclusão. (BERSCH & TONOLLI, 2006).
Num sentido amplo percebemos que a evolução tecnológica caminha na
direção de tornar a vida mais fácil. Utilizando ferramentas que foram especialmente
desenvolvidas para favorecer e simplificar as atividades do cotidiano de
pessoas portadoras de deficiências, como os talheres, canetas, computadores,
controle remoto, automóveis, telefones celulares, relógio, enfim, uma
interminável lista de recursos, que passam a ser utilizados na rotina daqueles
que precisam.
Os serviços de Tecnologia Assistiva são normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas, tais como: Fisioterapia, Terapia ocupacional, Fonoaudiologia, Educação, Psicologia, Enfermagem, Medicina, Engenharia, Arquitetura, Design, Técnicos de muitas outras especialidades.
O uso da tecnologia no auxílio para a vida diária e vida prática de pessoas portadoras de deficiência.
Em São Paulo no Núcleo de Tecnologia Assistiva, disponibiliza atualmente
vários materiais e produtos que favorecem desempenho autônomo e independente em
tarefas rotineiras ou facilitam o cuidado de pessoas em situação de dependência
de auxílio, nas atividades como se alimentar, cozinhar, vestir-se, tomar banho
e executar necessidades pessoais.
São exemplos os talheres modificados, suportes para utensílios domésticos,
roupas desenhadas para facilitar o vestir e despir, abotoadores, velcro,
recursos para transferência, barras de apoio, etc. Também estão incluídos nesta
categoria os equipamentos que promovem a independência das pessoas com
deficiência visual na realização de tarefas como: consultar o relógio, usar
calculadora, verificar a temperatura do corpo, identificar se as luzes estão
acesas ou apagadas, cozinhar, identificar cores e peças do vestuário, verificar
pressão arterial, identificar chamadas telefônicas, escrever etc.
Materiais escolares (aranha mola para fixação
da caneta, pulseira de imã estabilizadora da mão)
Comunicação Aumentativa e Alternativa - CAA
Destinada a atender pessoas sem fala ou escrita funcional ou em
defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade em falar e/ou
escrever. Recursos como as pranchas de comunicação, construídas com simbologia
gráfica (BLISS, PCS e outros), letras ou palavras escritas, são utilizados pelo
usuário da CAA para expressar suas questões, desejos, sentimentos, entendimentos.
A alta tecnologia dos vocalizadores (pranchas com produção de voz) ou o computador
com softwares específicos e pranchas dinâmicas em computadores tipo tablets, garantem
grande eficiência à função comunicativa.
Prancha de comunicação impressa;
Prancha de comunicação gerada com o software
Boardmaker SDP no equipamento EyeMax (símbolos são selecionados pelo movimento
ocular e a mensagem é ativada pelo piscar)
Pranchas dinâmicas de comunicação
no tablet.
Recursos de acessibilidade ao computador
Conjunto de hardware e software especialmente
idealizado para tornar o computador acessível a pessoas com privações
sensoriais (visuais e auditivas), intelectuais e motoras. Inclui dispositivos
de entrada (mouses, teclados e acionadores diferenciados) e dispositivos de
saída (sons, imagens, informações táteis).
Auxílios para qualificação da habilidade
visual e recursos que ampliam a informação a pessoas com baixa visão ou cegas.
São exemplos: Auxílios ópticos, lentes, lupas manuais e lupas
eletrônicas; os softwares ampliadores de tela. Material gráfico com texturas e
relevos, mapas e gráficos táteis, software OCR em celulares para identificação
de texto informativo, etc.
Lupas manuais, lupa eletrônica, aplicativos para celulares com retorno
de voz, leitor autônomo.
Essas tecnologias e produtos podem ser utilizados
por todas as disciplinas do currículo, a depender da demanda dos portadores de
necessidades especiais. Passam a ser uma ferramenta que pode auxiliar no
desenvolvimento das atividades propostas. Evidente que devem ser ajustados para
cada especificidade do aluno. Conforme enumeramos, com esses produtos
atenderemos pessoas com deficiências visuais, motoras e auditivas. Variando a
faixa etária, acreditamos que de 1 a 80 anos, pois são plenamente adaptáveis.
Referências:
BERSCH, Rita. Introdução à tecnologia assistiva. Porto Alegre: CEDI, 2008.
GASPAR, Luis Carlos De Jesus; PICH, Santiago; VAZ, Alexandre Fernandez. Política pública de esporte escolar e educação física escolar: entre a inclusão social e a busca por talentos esportivos, tendo como pano de fundo o Programa Estadual Esporte Escolar de Santa Catarina. Motrivivência, n. 23, p. 103-118, 2004.
Disponível : http://www.agencia.ac.gov.br/escola-dom-bosco-oferece-formacao-continuada-para-professores/ acessado 15/08/2017










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